- 26-12-2025
- Artificial Intelligence
Os sistemas de IA que dependem apenas da linguagem e de imagens são insuficientes para compreender o mundo real. Novas perspetivas divulgadas pelo Financial Times destacam porque a inteligência espacial.
Um novo artigo publicado pelo Financial Times defende que a inteligência artificial continua incompleta sem inteligência espacial — a capacidade de compreender, gerar e interagir com mundos tridimensionais. Embora os modelos de linguagem tenham revolucionado o processamento de texto, carecem de compreensão do espaço físico. A inteligência espacial procura colmatar essa lacuna, permitindo que sistemas de IA criem ambientes 3D realistas que refletem a forma como os humanos percebem e navegam no mundo.
O artigo analisa o papel dos chamados modelos de mundo, desenvolvidos por empresas como a World Labs, que permitem gerar espaços imersivos a partir de imagens reais, vídeos ou cenários imaginados. Estes ambientes podem ser explorados e integrados em fluxos de trabalho criativos e técnicos. As aplicações abrangem efeitos visuais, produção virtual, arquitetura, design, desenvolvimento de jogos e robótica. Na robótica, em particular, estes mundos simulados ajudam a treinar máquinas de forma segura antes da sua utilização no mundo real.
Ao reduzir drasticamente o tempo de ideação e experimentação, estas ferramentas libertam tempo para a criatividade humana. Em vez de substituir criadores, a IA espacial atua como um acelerador do processo criativo. A mensagem final é que o futuro da IA passa por combinar múltiplas formas de inteligência. Integrar linguagem e espaço será essencial para construir sistemas mais completos, úteis e alinhados com a forma como os humanos pensam e criam